Resenha do livro Política – Quem manda, por que manda, como manda

/
terça-feira, 13 de março de 2012

O livro de João Ubaldo Ribeiro, “Política – Quem manda, por que manda, como manda”, é um convite a adentrar no cenário político, conhecer os meandros desse poder que ganha várias formas dependendo do país onde o modelo político está inserido. Primeiro, o autor dá uma breve explicação sobre “Que coisa é a Política”. Sua explicação parte do termo “Política”, que segundo ele, “na linguagem comum ou na linguagem dos especialistas e profissionais, refere-se ao exercício de alguma forma de poder e, naturalmente, às múltiplas conseqüências desse exercício” (1998, 9).

Ubaldo ressalta ainda no primeiro capítulo, que relacionar Política somente a poder não satisfaz o que realmente o exercício representa. Para ele vai além disso. Significa também que a Política é canalizadora de interesses e objetivos. Na política acontece o processo de formulação de ideias que se transformarão em tomadas de decisões.

Nos capítulos seguintes, o autor conceitua Estado, e diferencia Estado de Nação, o que, segundo ele, em um Estado pode estar concentradas várias Nações. Trocando em miúdos, Nação refere-se “a raça comum, valores comuns, arte comum, hábitos comuns”. Seguindo a linha de raciocínio sem perder de vista o termo Política, Ulbaldo faz breve menção ao significado de Soberania, de Estado Soberano: “Estado que não se subordina a ninguém, que não há poder acima dele” (1998, 41).

Democracias e Ditaduras também fazem parte da obra. Sobre o primeiro, o autor afirma ser “o grau de liberdade e participação dos cidadãos no processo decisório”, (1998, 71), na política. Longe de ser uma afirmação absoluta, Ubaldo brinca e diz que esse grau é na democracia uma palavra ambígua e pode ser encarada como piada em determinados Estados e em supostas democracias.

O texto diz que a prática das eleições não é confiável pelo Sufrágio Universal (voto), uma vez que há “eleições manipuladas, das formas mais diversas com mecanismos que vão desde a compra de votos e a propaganda deslegal até a adulteração de resultados, que não significam senão uma encenação para dar fisionomia democrática ao regime (...). Além disso, “diversos sistemas eleitorais, as qualificações exigidas de eleitores e candidatos e dezenas de outros fatores podem fazer com que as eleições se prestem muito bem a mascarar a ditadura sob a capa da democracia” (1998, 73).



Os comentários serão administrados pelo autor do blog. Conteúdos ofensivos ou afirmações sem provas contra terceiros serão excluídos desta página.

Comentários